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Produção familiar do Seringal Belmont abastece Porto Velho

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No aguardo da regularização fundiária das chácaras, após o retorno ao Seringal Belmont, pequenos agricultores familiares abastecem de alimentos os mercados locais de Porto Velho, em Rondônia, mostrando a função social da terra.  Estas famílias ocupavam em posse mansa e pacífica desde 2014, uma área próxima da cidade, entre o Parque Natural e o Penal de Porto Velho. Em plena pandemia eles foram expulsos, apesar de se tratar duma área de Terras da União, por causa do ataque especulativo duma empresa imobiliária, que apresentou documentos de duvidosa legalidade. Suspensa a ordem de reintegração pela mesma Magistrada que antes os tinham mandado tirar, um ataque de pistoleiros e depois a Polícia Militar impediu o seu retorno. Assim passaram dois anos acampados, passando necessidade, enfrente do INCRA e do Parque Natural.  Após o primeiro ano de ter voltado para a terra, agora as famílias celebram a abundância, fruto do seu trabalho e da bênção da terra,  com produção para subs...

URGENTE: Polícia Militar protege pistoleiros em Nova Brasilândia do Oeste RO

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A Polícia Militar de Rondônia está custodiando e protegendo carro de pistoleiros da Fazenda Capão da Onça em Nova Brasilândia do Oeste em RO. A denúncia é de membros do Acampamento Nova Esperança, de oitenta famílias. No local, os acampados relatam também que na noite passada, dia 10 de janeiro de 2025, foram aterrorizados com disparos disparados por horas na fundiária do local. Na mesma noite houve um massacre contra outro grupo sem-terra no Assentamento Olga Benário do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Tremembé, no interior de São Paulo, que resultou na morte de três militantes e deixou outros seis feridos. Em Rondônia, o Acampamento Nova Esperança reivindica uma área da Fazenda Capão da Onça, que alegam tratar-se de terra pública. Porém continuam até hoje, dia 11 de janeiro de 2025, as ações intimidatórias, com rondas de viaturas da Polícia Militar de Rolim de Moura, que estão sendo filmadas passando na frente do acampamento, acompanhando e protegendo carr...

Polícia leva carro de agricultores em Machadinho.

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  Agricultores denunciam apreensão irregular de carro em Machadinho do Oeste RO Membros do Acampamento Ipê do Distrito de Tabajara, em Machadinho do Oeste, Rondônia, denunciam que terça feira, dia 19 de novembro de 2024, a polícia levou às h10,20 um carro propriedade deles, que estava estacionado na Linha 01 Ramal Jatuarana 02 de Novembro. As h14 cinco membros do Acampamento foram denunciar o sumiço do carro na UNISP de Machadinho do Oeste, mas segundo eles, os policiais militares, alguns já muito conhecidos dos acampados, os maltrataram verbalmente, ameaçaram e acusaram de forma infundada que o carro estava na invasão duma área da fazenda Maroins, tendo a polícia civil de plantão se negado a lavrar Boletim de Ocorrência do sumiço do carro. Os membros do Acampamento Ipê desmentem várias informações aparecidas na mídia local os incriminando. Nas fotografias divulgadas pela Força Tática da PM apenas aparecem na roça apreendendo ferramentas de trabalho, como plantadeiras e sem...

A Revolução armada no campo de Rondônia

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Após participar do Cinemarx da UNIPOP sobre o Santo Ché, no 57 aniversário da mortes dele, me fez pensar na atualidade da revolução armada atual no Brasil. Em Rondônia, (e em outros estados também) grupos de orientação marxista maoísta como a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) têm trabalhado na perspectiva da "Revolução Agrária". Aproveitando o justo descontentamento e revolta de muitos sem terra e pequenos agricultores, diante da realidade de desigualdade da ocupação das terras na Amazônia, onde o pequeno não tem vez, mas há grilagens gigantescas de grupos poderosos acima de terras públicas, incluindo áreas de preservação e terras indígenas, com apoio estadual, policial e do judiciário escancarado.  A única possibilidade da luta pela terra dos pequenos têm sido ocupações do latifúndio e autocorte das terras. A luta era pela posse da terra, por estar acima da terra, pois assentamento de reforma agrária não existia mais. Apenas regularização fundiária, dando a terra a quem estav...

Em Nova Mamoré, não vote no Marcélio Brasileiro, pelo amor de Deus!

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  Antigo mural de São Francisco de Assis, obra de Cerezo Barredo, na cidade de Nova Mamoré.   Aos poucos dias da nova eleição de prefeito da cidade, eu peço a todo mundo no município de Nova Mamoré: Não votem mais no Marcélio Brasileiro!  Queridos amigos, queridas amigas de Nova Mamoré, com quem teve o privilégio de morar e conviver já faz muitos anos, como vigário da Paróquia São Francisco. Permitam meu desabafo público sobre este candidato a reeleição. Um jovem que conheci pouco, pois na época ele tinha o privilégio de fazer universidade fora do estado de Rondônia. De que lhe serviu estudar e até ter doutorado!  Não enxerga o que está acontecendo no Planeta? Quanto mais as matas tem que queimar, a chuva sumir de vez, os rios e poços secar? Desde os pedaços da pintura destruída do presbitério da antiga Igreja Paroquial, o também padroeiro da ecologia, São Francisco de Assis continua chorando. Vendo Amazônia sendo queimada e destruída na paróquia que lhe foi d...

Vítimas sem visibilidade, justiça que não chega.

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Um dos sobreviventes da Fazenda Tucumã, Cujubim, 2016. Janeiro de 2016 começava quente, como tinha sido 2014 e 2015. Com a morte de Ruan Lucas Hildelbrand (18 anos|) e Alysson Hernique Lopes (23 anos). O Vale do Jamari, de Ariquemes, Rondônia, era o pior foco de violência e de assassinatos no campo de todo o Brasil. Os jornalistas duma conceituada empresa queriam mostrar o lado humano da violência: As vítimas e a dor dos seus familiares. Num carro alugado saímos para Machadinho, para conversar com extrativistas que tinham relatado o horror oculto de torturas e assassinatos de homens solitários, que dentro das reservas extrativistas resistiam os madeireiros sem escrúpulos. Apesar de ameaçados de morte, um casal deu as caras e acompanharam o jornalista e o fotógrafo mostrando a destruição que avançava nos últimos remanescentes de floresta da região. Pagaram caro a denúncia. Acabaram sendo injustamente expulsos da reserva extrativista, alegando não serem moradores tradicionais, apesar...

Condenados frigoríficos e pecuaristas como invasores de reserva em Porto Velho, Rondônia.

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Nos deixou Seu Francisco Ferreira ,  Presidente da Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR).  No Dia da Amazônia de 2024, junto com as primeiras chuvas,  que começaram a cair em Guajará Mirim e algumas outras localidades do estado, uma notícia nos lava a alma. Decisão inêdita na justiça de Rondônia condena invasores  e também frigoríficos compradores de bois criados ilegalmente na Reserva Extrativista de Jaci Paraná. Bem na tristeza do mesmo dia que nos deixava por causas naturais o velho guerreiro, seu Francisco Ferreira , extrativista de Machadinho do Oeste e atual Presidente da Organização dos Seringueiros de Rondônia (OSR). É uma vitória após a morte dele. Conhecido entre o seu povo como "Chico da Valda", deixa um testemunho de luta em defesa dos territórios extrativistas e contra as contínuas invasões que as reservas de Rondônia vinham sofrendo, no meio da cumplicidade das autoridades políticas e legislativas do estado.  Parabéns e obrigado a Seu Fra...