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Retrocesso para os quilombolas de Rondônia

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Antigas fotografias testemunham a ancestralidade da Comunidade Quilombola do Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques. A destituição do responsável pelo programa Brasil Quilombola no INCRA de Porto Velho tem levado estupor e indignação às comunidades quilombolas de Rondônia.  Após anos de bloqueio e empecilhos para a agenda de reconhecimento dos territórios tradicionais, em vez de avançar com o novo governo, o assunto parece retroceder ainda mais aqui no estado. O setor quilombola do INCRA sofreu nos últimos anos com a falta de recursos e de vontade política e somente tinha avançado pelo empenho pessoal do responsável do setor e pela pressão do ministério público federal e das decisões judiciais.  As comunidades esperavam por uma significativa melhora nos processos de titulação territorial, uma mais que justa reparação histórica de séculos de ocupação e preservação ambiental do Vale do Guaporé. Após a perseguição anterior, a população quilombola apoiou a mudança nas eleições,...

Duas lideranças assassinadas em março no Sul do Amazonas

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Gilson S. da Rosa. Foto:  Noticiasdamazonia . Em poucas semanas de diferença, duas lideranças foram assassinadas nas proximidades de Humanitá. Gilson Silva da Rosa, liderança uma área conhecida como Assentamento Buritis, e José Francisco Almeida da Conceição, conhecido como Zé Pretinho, assassinado dentro do município de Canutama, numa área nas proximidades de Rondônia. As duas mortes confirmam a continuidade da violência desatada na região pelo projeto da AMACRO, na chamada Zona de Desenvolvimento Sustentável do Sul Madeira Mamoré. Gilson Silva da Rosa, presidente da associação de uma área conhecida como Assentamento Buritis, entre Ipixuna e Cristolandia, foi assassinado o domingo 12 de março na BR 319, no entrocamento com a Br 230, a Transmazônica. Uma jovem que viajava no carro também foi atingida por uma bala na perna pelos disparos. Mais tarde o carro da vítima foi queimado no mesmo local. José Francisco Almeida da Conceição, Zé Pretinho liderava a ocupação de um grupo de famí...

Abaixo das barragens de oito PCHs aldeias da TI Rio Branco sofrem alagações em Rondônia

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Abaixo de oito pequenas centrais hidroelétricas (pchs) do Grupo Cassol e outros empresários do Rio Branco de Alta Floresta do Oeste, Rondônia, varias aldeias dos indígenas tupari e outras etnias estão sofrendo alagações, após as represas abrir as comportas. A primeira a denunciar as alagações foi a Aldeia Serrinha, ontem 23 de março de 2023 . Veja as portas abertas da PCH Rio Branco, na Linha 47,5 no caminho da terra indígena para Alta Floresta. Vejam diversos vídeos repassados por moradores do local. A situação tem colocado em perigo os moradores indígenas situados mais abaixo das barragens. Até porque é  preciso atravessar o Rio Branco para chegar em algumas aldeias. A situação confirma a situação de vulnerabilidade provocada pelas usinas hidrelétricas acumuladas nas cabeceiras, que já foi relatado pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos.

Missão do Conselho Nacional de Direitos Humanos relata graves violações em Rondônia.

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  CNDH realizou a missão em Agosto de 2022. Imagem: CPT Nacional . Com valentia e muito bom conhecimento da situação, relatório coloca sobre o tapete o horror da violência crônica no campo envolvendo milícias e a Polícia Militar de Rondônia, com cumplicidade do judiciário e dos Governos de Estado de turno nos conflitos agrários, assim como as graves ameaças e perseguições enfrentadas pelos defensores de direitos humanos no Estado, priorizando a qualquer preço o avanço das frentes de grilagem da pecuária, do agronegócio, do garimpo e das hidroelétricas. Ontem 21 de março, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos - CNDH finalmente divulgou,  relatório aprovado em assembleia da missão realizada ainda em agosto do ano passado em Rondônia. Uma segunda missão motivada pela falta de avanços significativos após a primeira missão do CNDH em Rondônia em 2016.  “Pouco se avançou dentro das estruturas governamentais para efetivamente combater a violência no campo, tanto que no ...

Campanha da Fraternidade e fome em Rondônia.

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  Mais um ano a Campanha da Fraternidade da Quaresma vem nos lembrar da necessidade de nossa conversão pessoal e coletiva, de apresentar para nosso mundo novos gestos de partilha, que sinalizem que o Reino de Deus já está entre nós. Por isso a Campanha da Fraternidade de 2023 debate o combate à fome no Brasil, com o lema: “Dai-lhes vós mesmos de comer” Cf. Mt 14, 16. Nesta Criação maravilhosa que Deus  deixou para t odos, a Terra continua sendo uma mãe fecunda e generosa, que produz com fartura alimentação para toda a diversidade de Vida da Casa Comum. E mesmo assim, na humanidade continua havendo escandalosas necessidades entre nós, irmãos, filhas e filhos do mesmo Pai Amoroso. Há necessidades básicas, de falta de comida e nutrição adequada, com carência dos bens mais básicos da subsistência. Fome mesmo. Segundo a organização Manos Unidas, atualmente no mundo cerca de 8,7 milhões de pessoas morrem de fome todos os anos, 24 mil por dia, uma a cada 4 segundos, das quais 2...

Na Campanha Contra a Violência no Campo da Comissão Pastoral da Terra

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No momento que a Comissão Pastoral da Terra e diversas organizações de povos do campo, das águas e das florestas têm articulado a “CAMPANHA CONTRA VIOLÊNCIA NO CAMPO – Em defesa dos povos do campo, das águas e das floresta - em Rondônia, não podemos deixar de denunciar mais dois assassinatos de trabalhadores rurais, que aconteceram o passado dia 11 de agosto de 2022. Quase dois meses após os assassinatos, ninguém foi preso e nenhuma informação foi divulgada sobre o resultado das investigações, apontando suspeitos da autoria e mandantes das mortes. JHEILSON BATISTA PECLA CORDEIRO, de 23 anos, e NORMANDE MARIANO BARBOSA, de 46 anos, foram achados mortos no dia 12 de agosto de 2022 perto do local onde estavam construindo uma cerca, na região dos Soldados da Borracha, uma área situada entre Cujubim e o Distrito de Calama, de Porto Velho, RO. NORMANDE MARIANO BARBOSA deixa esposa e filho de 16 ano e o jovem JHEILSON BATISTA PECLA CORDEIRO deixa companheira e enteada. Os dois eram c...

Em Candeias do Jamari grileiro perdeu processo na justiça federal

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Assentados pelo INCRA ganharam o processo de uma área em litígio do Flor do Amazonas, área de terra pública destinada para reforma agrária em Candeias do Jamari, Rondônia.  O processo de nº : 0009612-30.2011.4.01.4100, estava correndo na justiça fazia mais de uma década, na 5ª Vara Federal Ambiental e Agrária da SJRO, e teve sentença proferida no dia 18 de agosto de 2022 pelo juiz federal Dimis da Costa Braga, acolhendo os argumentos da defesa dos assentados, Cíntia Bárbara Paganotto Rodrigues.  Trata-se de um ótimo precedente, num momento em que outras áreas do Flor do Amazonas, que também deviam ter sido destinadas para o Assentamento Flor do Amazonas 4, seguem em demanda de legalização por dezenas de famílias ainda não assentadas do Acampamento Boa Sorte, em face de vários grileiros que o INCRA não enfrentou deixando de efetivar o Assentamento Flor do Amazonas IV. No caso julgado recentemente, o grileiro Jorge da Silva Costa, se dizia legítimo possuidor do lote de terr...