Agrotóxicos da soja envenenam chácaras de Porto Velho RO


   

    Famílias de pequenos agricultores estão sendo prejudicados pelos agrotóxicos pulverizados na soja em PortoVelho. Em total são mais de cento e oitenta e seis famílias da Associação Varões de Deus que moram no local, próximo à cidade, tendo a saúde afetada e os cultivos destruídos pelo veneno da soja, sem que até agora as reclamações deles tenham sido atendidos, nem os cuidados necessários tenham sido tomados.

    A contaminação já foi flagrada à finais de setembro por moradores que se opuseram ao despejo de agrotóxicos. Uma posseira do local teve que procurar atendimento médico após passar mal.  

    A contaminação não é por acaso, mas parece proposital, pois o veneno é despejado inclusive em dias que o vento sopra para as chácaras, sem nenhuma precaução. Diversos vídeos mostrando a agressão tem sido gravados pelos moradores atingidos, provando as denúncias que já têm meses sendo relatadas. 

    Tudo indica que o veneno forma parte das agressões com objetivo de despejar os moradores que ocupam o local, terra pública da União não titulada. Os agricultores ocupam pequenas chácaras de 50x100m. e acusam da contaminação um sojeiro apelidado de "Jasão", que despeja o agrotóxico com tratores grilo e com aviões. 

"O Jasão a empresa da soja hoje já amanheceu o dia tentando expulsar os assentados ali do assentamento Varões de Deus no expresso Porto aqui no estado de Rondônia os domingos dia primeiro do mês de novembro já começa bem dificultoso para o assentamento com a grande perseguição da empresa zamo passando veneno no plantio do povo pessoas passando mal e nós pedimos ajuda todas as autoridades as autoridades que são pelo homem do campo que venha nos ajudar estamos precisando urgentemente do apoio de todos vocês para nos ajudar estão passando veneno tanto de avião né como de grilo."

Em Rondônia, também o Assentamento Rancho Alegre de Candeias do Jamari tem passado muitas dificuldades por causa dos agrotóxico despejados por um sojeiro vizinho da área.

Ainda, o povo indígena puruborá, em Seringueiras RO, tem sofrido graves problemas de saúde e de enveneamento do rio e produção, sendo movida uma ação pelo Ministério Público Federal (MPF). 

Recentemente situações semelhantes no Maranhão têm sido denunciadas com apoio da CPT na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

    Segundo agentes da Pastoral da Terra, em 2023 as mesmas famílias da Associação Varões de Deus já foram ameaçados por milícia policiais que realizavema aboradagens noturnas intimidatórias.

"Sobre a questão do agrotóxico, infelizmente Rondônia não tem uma legislação que proíba o uso de aeronaves em relação à questão no plantio de soja, mas pode sim fazer a denúncia, que tem afetado (0:27) a produção deles e gravado diversos vídeos."

 

    
    No Brasil o Ministério Público do Trabalho (MPT) tem atuado em relação aos problemas com agrotóxicos, e também neste caso pode ser acionano o MPT, não apenas em relação a denúncia do uso indiscriminado dos agrotóxicos afetando a produção. Também porque impede o meio de trabalho,  pela aplicação do agrotóxico e que por conta de ser próximo à área, acaba que afeta a produção dos chacareiros.
  
    Levando em consideração o que diz a legislação ambiental, há exigência de ter uma barreira ambiental, para que o veneno não migre para outras áreas e possa afetar as pessoas.


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